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domingo, 10 de abril de 2016

Como vencer a tristeza de não conseguir parar de comer?

O título dessa postagem é uma pergunta que  a muito tempo venho me fazendo. 
Quando começo a comer me sinto aliviada, me sinto bem, feliz, satisfeita, não quero que aquele momento acabe, mas assim que termino a culpa pesa bem mais do que a quantidade de comida que comi.
Me sinto fracassada, gorda e nojenta e como se esse sofrimento psicológico não bastasse ainda me sinto mal, organicamente falando.
Tenho notado que não estou digerindo satisfatoriamente os alimentos, o refluxo piorou e, claro, engordei.
Sinto como se estivesse me castigando por algo, como se a comida fosse ao mesmo tempo consolo e punição.
Preciso sair desse ciclo, pensei em retomar o tratamento com sibutramina, mas não sei se vale a pena porque depois que paro de tomar aos poucos a fome começa a me consumir e não é só essa fome psicológica é fome fisiológica também.
Confesso que tenho vergonha de revelar esse tipo de coisa até mesmo para os médicos.
Vou pensar em como corrigir isso e sei que isso tem que partir de mim, pois não posso ficar colocando a culpa dos meus problemas em ninguém, posso pedir ajudar, mas não culpar.
Vou pensar da seguinte forma: é só não colocar na boca, isso parece ser simples, vou começar por aí.
Também vou dizer que não gosto de determinados alimentos os quais não consigo comer pouco como, por exemplo, chocolate. isso funcionou muito bem com biscoito recheado. Eu era viciada em biscoitos recheados, todos os dias eu comia um pacote, não estou exagerando, realmente todos os dia comia um pacote, de preferência logo após o almoço, quando percebi que aquilo estava insustentável comecei a dizer aos meus amigos que havia enjoado de biscoitos. Como todo mundo sabia que eu não passava um dia sem comer biscoito recheado sempre alguém vinha me oferecer, se eu dissesse que estava evitando esse alimento, as pessoas iriam continuar insistindo, da mesmo forma quando você está fazendo dieta, sempre tem um monte de gente que fica insistindo que "só um pouquinho não vai fazer mal..." no momento que eu dizia que havia enjoado a pessoa não me oferecia mais.
Vou buscar saídas como essa, pois minha família toda tem tendência à obesidade e eu não quero chegar no ponto que a maioria chegou. Vou tomar uma providência a partir daqui, a partir de agora.
Serei forte e vou conseguir.

Abraços
Pam

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Vale a pena usar Sibutramina?

Pela terceira vez estou retomando o tratamento com sibutramina, na primeira vez tomei 2 meses, fiz muuuuuitas atividades físicas, na época não estava estudando, então eu me exercitava de domingo a domingo, muitas vezes mais de uma vez por dia, fazia isso por diversão mesmo, pois tenho a felicidade de gostar de atividades físicas.

A segunda vez acho que nem posso contar, porque só tomei 15 dias e parei porque não estava aguentando a irritação, fico extremamente nervosa tomando a sibutramina.

Agora na terceira vez comecei a tomar, em um mês emagreci 3 quilos fazendo poucas atividades físicas, mas apesar de estar comendo bem, não evitei os doces de consolação que costumo me presentear quando as coisas se tornam insuportáveis.

Então comecei a pensar em uma coisa, se estou tomando esse medicamento que acaba com meu organismo e me deixa à ponto de bater em qualquer pessoa e chorar por qualquer motivo, então vou tirar o máximo proveito dele, vou reorganizar minha dieta, vou emagrecer de vez, chegar à minha meta e depois manter.

Não é possível que o alimento possa me dominar dessa forma, vou exercitar meu auto controle, pois me manter com o peso normal é muito mais satisfatório do que qualquer comida que eu possa comer. Ficar bem nas roupas é muito melhor do que a satisfação do estômago cheio. Não ter vergonha de ir a uma festa é incomparavelmente melhor do que do que comer àquela comida desejada. Pois comer dá muito prazer, na hora em que se está comendo, porém a culpa depois que se come é avassaladora.

E assim será, lutando a cada minuto para me tornar uma pessoa melhor, mais consciente e autocontrolada.

Bjs - Pam

Entrando em crise depressiva novamente

Novamente outra crise, essa não está tão intensa como as outras, mas estou me sentindo desesperada e acima de tudo solitária. desesperada por estar sentindo esse turbilhão de sentimento que estão me deixando extremamente sensível, irritada e com raiva de tudo e de todos. E me sentindo extremamente só, primeiramente porque esse é um assunto que não posso conversar com todo mundo, dizer para alguém que você está depressivo é assumir uma fragilidade, é dar margens para essa pessoa falar futuramente: ela tinha esses negócios de depressão. Além dos que acham que isso é pura frescura.

Não tenho ninguém próximo nem da família com quem conversar, minha mãe é mais desestruturada que eu e meu irmão espera de mim a serenidade que não tem na minha mãe, então não dá para ficar conversando esse tipo de coisas com ele.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Tristeza de cada dia - Tratamento da depressao, ansiolitico e sibutramina

Havia parado por  tempo os medicamentos da depressão mas, ao me ver á beira de uma crise, voltei imediatamente para os remédios. Porém a crise já tinha feito seus estragos e eu acabei engordando.
Engordei porque me entreguei á situação, achei que não valia á pena controlar a vontade de comer, pois me sentia muito feliz e confortada quando comia, ou melhor, enquanto comia.
Nem percebi que havia engordado tanto até escutar os comentários ridículos e desnecessários que muitas pessoas não conseguem manter dentro da cabeça. Estava me sentindo muito mal, porque minhas roupas não estamvam entrando, deixei de ir á festas pq simplesmente não estava cabendo em minhas próprias roupas.
Fui ao médico e contei a situação, ele relutou um pouco mas acabou oferecendo o retorno do tratamento com a sibutramina.
Eu, de pronto, aceitei, estava desesperada, com uma fome infinita, uma necessidade de preencher esse espaço com comida.
Fez um mês que estou tomando a sibutramina, os resultados estão mais lentos do que eu esperava, mas ao menos não estou mais sentindo aquela fome desesperadora .
Para auxiliar no tratamento o psiquiatra indicou um ansiolitico que está ajudando bastante.
Complicado viver tanso essas drogas, mas se elas fornecem uma melhor qualidade de vida e permitem uma vida produtiva, então é melhor tomá-los do que viver tendo crises que desestabizam a vida e você fica vegetando.
O fim do dia é sempre a parte mais difícil, mas antes de perder a paciência, brigar e me arrepender, eu tomo o remédio e tento abstrair para não me irritar e perder a cabeça.
Fico por aqui, vamos buscando forças para vencer cada minuto do dia e lutar pelo que queremos para que possamos nos arrepender o mínimo possível
Grande abraço :*

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Com um "Nó na Garganta"




Com um nó na garganta, foi assim que acordei.
Depois de ir dormir contrariada com coisas pequenas que acontecem durante o dia, acordei assim.

Se fosse a algum tempo atrás, teria explodido e descontado tudo em mim, e no meu marido, que é quem aguenta minhas explosões.
Mas dessa vez decidi refletir, porque aquilo mexeu tanto comigo, mas não encontrei a resposta e acabei acordando com todo aquele sentimento entalado na minha garganta. Porém, feliz comigo, por ter administrado essa emoção, pois o preço que se paga por palavras ditas sem pensar é muito alto.

Ao abrir meu e-mail, encontrei uma mensagem de um grupo espírita, que realmente não lembro de ter feito inscrição para receber Newsletters, essa mensagem deu o direcionamento às minhas reflexões que eu estava precisando. Deixei a mensagem aqui para quem tiver a curiosidade de ler.

Percebi como, em muitos momentos sou melindrosa e como pequenos detalhes podem me abalar muito mais do que grandes acontecimentos, não sei como resolver isso, pois gerenciamento de sentimentos não é nada fácil, mas decidi parar de sempre procurar um culpado por algo que aconteceu e começar a tirar proveitos das experiencias mal sucedidas para dar suporte a um futuro mais equilibrado.

Abraços!
Pam

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Voltando com os remédios para depressão - Bupropiona

Fui ao médico e pedi uma receita para voltar a tomar o antidepressivo, no caso ele indicou que voltasse a tomar a bupropiona e que eu procurasse um psiquiatra, pois ele estaria mais capacitado para me dar um diagnóstico.
Já estou tomando o medicamento faz mais de 20 dias e estou me sentindo muito melhor, cheguei a ter uma crise, mas nada comparada as que estava tendo antes de voltar com o remédio.
Também voltei a controlar minha alimentação, pois engordar só me deixava mais triste.
Se o remédio me trouxe mais dias felizes, mais qualidades de vida, pois estou bem mais disposta, então porque não tomar?
Claro que não saio dizendo a todos que conheço que estou tomando antidepressivos, pois não gosto de ficar contando problemas, não me sinto bem em conversar sobre essas coisas. Tem gente que se sente bem quando conversa sobre os problemas, já eu não, ao contrário, me sinto mal depois que conto meus problemas. Depois que está tudo resolvido eu conto para as pessoas para que sirva de incentivo ou de exemplo.
Depressão não é legal,
Depressão não é frescura,
Depressão precisa ser tratada,
Com ajuda dá para reduzir as crises e aproveitar mais dias, afinal, o tempo passa muito rápido, não podemos desperdiçar com tristezas, lágrimas e pensamentos destrutivos.

Abraços
Pam

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Tomar ou não tomar remédios para depressão

Parei de tomar os antidepressivos ha mais de 6 meses, estava me sentindo muito bem com o tratamento, as crises praticamente sumiram e eu estava aproveitando muito bem minha vida e conseguindo realizar todas as minhas atividades. Mas um pensamento estava me incomodando muito, será que estou sendo eu tomando esses remédio, até que ponto os remédios influenciam na minha personalidade? Esses pensamentos me perturbaram bastante, então comecei a procurar maneiras alternativas de evitar as crises, como mudar a alimentação, fazer atividades físicas... mas acabei não fazendo o controle para saber exatamente o que influenciava, ou mesmo se realmente havia algum fator específico que influenciasse, passei um tempo bem, mas as crises começaram a piorar, durar mais tempo e serem mais intensas.
Mas ainda resisti muito tempo, pensei por muito tempo sobre isso e concluí que mesmo que o remédio module minha personalidade, modifique um pouco meu jeito de ser, vou aproveitar muito mais a vida tendo energia para levantar pela manhã e fazer minhas atividades, brincar com meu filho e não chorar todas as noites antes de dormir, do que não tomar o remédio e ficar dias na cama, perdendo o sol, perdendo o tempo, perdendo a vida. Sem energia nem para viver, sentindo prazer apenas em comer e depois ficando cada vez pior por estar engordando.
Vou voltar a tomar os remédios e aproveitar a vida, pois tudo passa muito rápido e eu não quero desperdiçar meu tempo com tristeza ou arrependimentos, quero disposição para fazer tudo que planejo e motivação para conquistar todos os meus objetivos e me sentir bem comigo mesma, pois no final das contas isso que importa, vou conseguir e não vou desistir.
Abraços
Pam